Planejamento de capacidade
Também conhecido como: Planejamento da força de trabalho, Planejamento de demanda, Previsão de recursos
Processo de projeção da capacidade total da equipe versus demanda futura, para identificar lacunas ou excessos de recursos no médio e longo prazo.
O planeamento da capacidade equilibra a capacidade disponível (ETI por função e antiguidade) em relação à procura prevista ao longo de um horizonte de 3 a 12 meses, combinando projetos assinados, pipeline ponderado e renovações esperadas.
O resultado é um plano que sinaliza lacunas (por exemplo: 3 engenheiros de dados seniores com falta em setembro) ou excessos (5 juniores esperados na bancada em agosto), impulsionando planos de contratação, requalificação ou remodelações comerciais. Um PSA moderno permite cenários hipotéticos: o que acontece se fecharmos o negócio X? E se perdermos o cliente Y? O planejamento da capacidade é essencial para evitar o esgotamento causado pela crise e o custo de uma bancada prolongada.
Os planos falham menos por os dados estarem errados do que por reclamarem uma certeza que ninguém tem. Um projeto que pode começar em outubro ou em janeiro não se planeia escolhendo uma data: planeia-se mostrando ambas e vendo que pessoas ficam disputadas em cada caso, e agindo depois sobre as decisões válidas nos dois cenários — que é normalmente onde vive a decisão de contratar ou subcontratar.
A restrição mais difícil de modelar, e a que mais vale a pena modelar, é a concentração. Quando três projetos prováveis precisam todos do mesmo especialista escasso, o plano parece equilibrado no agregado e é impossível no detalhe. Assinalar as pessoas de quem dependem vários projetos transforma um risco invisível numa decisão: contratar, subcontratar, formar uma segunda pessoa ou negociar outra data de arranque enquanto ainda há tempo.
A previsão de 6 meses mostra uma demanda de 28 arquitetos de nuvem FTE contra uma capacidade de 22: lacuna de recursos de 6 para preencher por meio de contratação ou parceiros.