Escolha o candidato certo e saiba por que ele é o certo.
Quando você procura alguém para um projeto, o hice coloca em um prato da balança o que você pede e, no outro, as provas que encontra sobre o candidato: carreira, entrevistas, currículo. Mostra o que bate, o que falta e o que ainda precisa ser verificado. A pontuação vem por último, e você pode refazer a conta.
O matching está em todos os planos, sem custo adicional pela IA.
Primeiro os critérios, depois as provas. A pontuação vem por último.
No primeiro prato está o seu pedido
Java, São Paulo, disponível a partir de janeiro, inglês fluente. Enquanto não há provas, a balança pende para esse lado.
Chega a carreira
Lucas Ferreira trabalha com Java há seis anos, os dois últimos como líder técnico. O que conta é quando e por quanto tempo, não só que a palavra Java esteja escrita no currículo.
Chega a entrevista
Pelas anotações de quem o entrevistou: São Paulo está ok para ele, e ele pode começar em 7 de janeiro.
Fica uma dúvida, e ela aparece
O inglês fluente só o currículo afirma: ninguém o ouviu falar ainda. A balança quase se equilibra, e o inglês fica para verificar na entrevista.
Primeiro, ele lê o pedido
A primeira coisa que o hice olha é o que você pede. O título da vaga manda, a descrição detalha. Cada requisito recebe um de três pesos, e não muda de peso por conveniência.
Se um requisito é ambíguo, como “sênior” sem dizer quantos anos, o hice não decide no chute: mantém como um limite declarado e deixa as provas falarem. Se quiser esclarecer, é só escrever no chat.
“Procuramos um desenvolvedor Java sênior para a migração do ERP, em São Paulo, a partir de janeiro. Inglês é um diferencial.”
Indispensável
Obrigatório. Se falta, falta: nenhuma pontuação alta compensa.
Preferência
Desejável. Pesa no resultado, mas sozinha não exclui ninguém.
Dedução
Não está escrita, mas dá para entender pelo contexto: “migração” quer dizer conhecer o sistema antigo e o novo. Fica marcada como dedução e nunca vira obrigatória.
Depois, ele lê o perfil
Não importa quantas palavras certas há no currículo. Importa o que elas comprovam. Veja o que ele analisa, em um currículo de exemplo.
- A carreira antes do cargo
- O nível de experiência ele entende pela evolução dos cargos, pelo tamanho dos projetos e pela autonomia que as descrições mostram. Um cargo “júnior” com vinte anos de experiência coerente não entra na média: é sinalizado.
- Quando, e por quanto tempo
- Uma tecnologia usada há oito anos por dois meses não vale o mesmo que essa mesma tecnologia usada por quatro anos até o ano passado.
- Em que contexto
- React em um estúdio de games, em um e-commerce ou só em uma lista de palavras-chave são três coisas diferentes. A prova vale para o contexto em que nasceu.
- Listas longas não convencem
- Muitas competências, poucos anos e nenhum detalhe sobre os projetos são um sinal negativo, não neutro.
- Desejo não é experiência
- “Gostaria de trabalhar com…”, cursos sem projetos e requisitos da vaga copiados no currículo não comprovam uma competência.
Quando as fontes não concordam
Sete fontes falam sobre um candidato, e elas não pesam igual. A ordem é definida antes, não caso a caso: quanto mais longa a barra, mais a fonte pesa.
- 1A avaliação estruturada da entrevista (a ficha de avaliação)
- 2As anotações de quem fez a entrevista
- 3A carreira que dá para verificar: datas, cargos, empresas
- 4As certificações
- 5O texto do currículo
- 6O que o candidato declara nos formulários de triagem
- 7As deduções da IA, que sozinhas nunca decidem
Uma diferença entre fontes não vira média: é declarada
Se quem fez a entrevista escreve “inglês básico” e o currículo diz “fluente”, o critério segue a fonte mais alta e mais recente. E o relatório mostra o conflito, com as duas frases.
O relatório: cada resultado com a sua prova
Não é uma porcentagem e pronto. Cada critério tem um status, cada status cita a prova de onde vem, e a pontuação é uma soma que você pode refazer à mão.
- “2018–hoje, desenvolvedora Java, Beta S.A.” · carreiraqualidade alta
- “Aviso prévio de um mês” · formulário de triagemqualidade baixa
- A partir de que dia você pode começar, contando o aviso prévio?
- Conte sobre a última reunião com cliente que você fez em inglês.
Contradito quer dizer conflito
Duas fontes dizem coisas opostas. Ninguém escolhe em silêncio: você vê quem diz o quê.
“A verificar” é um resultado honesto
Melhor uma dúvida declarada do que uma certeza inventada. As dúvidas não são arredondadas para fechar a conta.
Dois candidatos lado a lado
Ele explica o que você ganha e o que perde escolhendo um ou outro. Não muda a ordem: serve para entendê-la.
As prioridades, quem decide é você
Coloque cada critério em uma faixa de prioridade e marque os obrigatórios. Dois critérios na mesma faixa contam igual. Mudou as prioridades, a lista de candidatos é recalculada.
Você pode olhar o mesmo pedido de pontos de vista diferentes, pedir mais cinco perfis, aprofundar um candidato e descartar uma sugestão que não serve: uma vez descartada, ela não volta.
Quando a resposta é não, ele avisa
Se nenhum candidato atende a um critério, o relatório escreve isso e indica o que ampliaria a lista. Se a análise não terminou, porque alguns perfis ainda não foram avaliados, ele declara isso em vez de fazê-la passar por completa.
Uma lista fraca dita com clareza vale mais do que um entusiasmo sem base.
Nenhum dos 24 perfis tem experiência no setor bancário. Se você tirar esse critério das prioridades, entram mais 5 perfis.
Na próxima busca, olhe as provas antes da pontuação.
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