Escolha o candidato certo e saiba por que ele é o certo.

Quando você procura alguém para um projeto, o hice coloca em um prato da balança o que você pede e, no outro, as provas que encontra sobre o candidato: carreira, entrevistas, currículo. Mostra o que bate, o que falta e o que ainda precisa ser verificado. A pontuação vem por último, e você pode refazer a conta.

O matching está em todos os planos, sem custo adicional pela IA.

Primeiro os critérios, depois as provas. A pontuação vem por último.

  1. No primeiro prato está o seu pedido

    Java, São Paulo, disponível a partir de janeiro, inglês fluente. Enquanto não há provas, a balança pende para esse lado.

  2. Chega a carreira

    Lucas Ferreira trabalha com Java há seis anos, os dois últimos como líder técnico. O que conta é quando e por quanto tempo, não só que a palavra Java esteja escrita no currículo.

  3. Chega a entrevista

    Pelas anotações de quem o entrevistou: São Paulo está ok para ele, e ele pode começar em 7 de janeiro.

  4. Fica uma dúvida, e ela aparece

    O inglês fluente só o currículo afirma: ninguém o ouviu falar ainda. A balança quase se equilibra, e o inglês fica para verificar na entrevista.

Primeiro, ele lê o pedido

A primeira coisa que o hice olha é o que você pede. O título da vaga manda, a descrição detalha. Cada requisito recebe um de três pesos, e não muda de peso por conveniência.

Se um requisito é ambíguo, como “sênior” sem dizer quantos anos, o hice não decide no chute: mantém como um limite declarado e deixa as provas falarem. Se quiser esclarecer, é só escrever no chat.

Indispensável

Obrigatório. Se falta, falta: nenhuma pontuação alta compensa.

Preferência

Desejável. Pesa no resultado, mas sozinha não exclui ninguém.

Dedução

Não está escrita, mas dá para entender pelo contexto: “migração” quer dizer conhecer o sistema antigo e o novo. Fica marcada como dedução e nunca vira obrigatória.

Depois, ele lê o perfil

Não importa quantas palavras certas há no currículo. Importa o que elas comprovam. Veja o que ele analisa, em um currículo de exemplo.

A carreira antes do cargo
O nível de experiência ele entende pela evolução dos cargos, pelo tamanho dos projetos e pela autonomia que as descrições mostram. Um cargo “júnior” com vinte anos de experiência coerente não entra na média: é sinalizado.
Quando, e por quanto tempo
Uma tecnologia usada há oito anos por dois meses não vale o mesmo que essa mesma tecnologia usada por quatro anos até o ano passado.
Em que contexto
React em um estúdio de games, em um e-commerce ou só em uma lista de palavras-chave são três coisas diferentes. A prova vale para o contexto em que nasceu.
Listas longas não convencem
Muitas competências, poucos anos e nenhum detalhe sobre os projetos são um sinal negativo, não neutro.
Desejo não é experiência
“Gostaria de trabalhar com…”, cursos sem projetos e requisitos da vaga copiados no currículo não comprovam uma competência.

Quando as fontes não concordam

Sete fontes falam sobre um candidato, e elas não pesam igual. A ordem é definida antes, não caso a caso: quanto mais longa a barra, mais a fonte pesa.

  1. 1A avaliação estruturada da entrevista (a ficha de avaliação)
  2. 2As anotações de quem fez a entrevista
  3. 3A carreira que dá para verificar: datas, cargos, empresas
  4. 4As certificações
  5. 5O texto do currículo
  6. 6O que o candidato declara nos formulários de triagem
  7. 7As deduções da IA, que sozinhas nunca decidem

Uma diferença entre fontes não vira média: é declarada

Se quem fez a entrevista escreve “inglês básico” e o currículo diz “fluente”, o critério segue a fonte mais alta e mais recente. E o relatório mostra o conflito, com as duas frases.

O relatório: cada resultado com a sua prova

Não é uma porcentagem e pronto. Cada critério tem um status, cada status cita a prova de onde vem, e a pontuação é uma soma que você pode refazer à mão.

Contradito quer dizer conflito

Duas fontes dizem coisas opostas. Ninguém escolhe em silêncio: você vê quem diz o quê.

“A verificar” é um resultado honesto

Melhor uma dúvida declarada do que uma certeza inventada. As dúvidas não são arredondadas para fechar a conta.

Dois candidatos lado a lado

Ele explica o que você ganha e o que perde escolhendo um ou outro. Não muda a ordem: serve para entendê-la.

As prioridades, quem decide é você

Coloque cada critério em uma faixa de prioridade e marque os obrigatórios. Dois critérios na mesma faixa contam igual. Mudou as prioridades, a lista de candidatos é recalculada.

Você pode olhar o mesmo pedido de pontos de vista diferentes, pedir mais cinco perfis, aprofundar um candidato e descartar uma sugestão que não serve: uma vez descartada, ela não volta.

Quando a resposta é não, ele avisa

Se nenhum candidato atende a um critério, o relatório escreve isso e indica o que ampliaria a lista. Se a análise não terminou, porque alguns perfis ainda não foram avaliados, ele declara isso em vez de fazê-la passar por completa.

Uma lista fraca dita com clareza vale mais do que um entusiasmo sem base.

Na próxima busca, olhe as provas antes da pontuação.

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